Recentemente tivemos uma nova prorrogação da redução do IPI para a indústria automobilística.
A prorrogação parece louvável, principalmente quando consideramos a ampla cadeia de clientes e fornecedores desta indústria.
Porém, ficam as questões. Tal subsidio se faz realmente necessário no momento? A produção esta preparada para sustentar o consumo?
Quando considerado alguns modelos de veículos, a fila de espera de um carro zero pode chegar a 90dias (caso do HB 20 da Hyundai). O Ônix da GM tem espera de 40 dias e o Punto da FIAT, de 60 dias...
Faz sentido subsidiar um setor extremamente aquecido? Que tem contribuído significativamente para o aumento da inadimplência do consumidor?
Nao se defende aqui simplesmente um abandono de tal política, mas sim uma melhor gestão da política tributária.
O IPI da industria automobilística poderia até sofrer algum aumento, compensado por uma redução do mesmo IPI em outros setores tão dinâmicos quanto, como eletrônicos e TI.
Subsidiar um setor dominado por multinacionais estrangeiras, com excesso de demanda e gargalos na produção não parece ser muito inteligente. A inflação agradece.
Serei o primeiro a comentar então...
ResponderExcluirEntão prof° Renato, ao análisar essa essa tal medida do governo devemos levar em consideração o passado recente, essa medida de redução do IPI nos ajudou, e muito, a rebater os efeitos da crise de 2008, devido ao poder de encadeamento produtivo que o setor automobilistico gera, concordo que há benefiaciamento para o setor, concordo que o mercado esta aquecido, pelo menos na região sudeste. Mas devemos ver que nem tudo e de todo mal, esse beneficiamento e mercado aquecido faz com os investidores desse setor se aventurem mais e aumentam seus investimentos, gerando não de imediato, um aumento na oferta tirando um pouco a pressão da inflação. A cidade de Sorocaba foi beneficiada com vinda da Toyota, e a vinda dessa empresa gerou um grande encadeamento produtivo e incentivos ao desenvolvimento nos processos de PEDs. Então a vinda dessas multinacionais ainda que reflita mal, ainda continua sendo uma solução para conseguirmos o capital para o desenvolvimento em PEDs. Nosso pais tem muito que crescer ainda, políticas fiscais expancionistas, somente em curto prazo em periodos conturbados como hoje, no longo prazo so a melhora de nossa estrutura em geral, esse é ponto crítico.
Ai Renato, se tiver alguma crítica por favor so responder.. abraços..
Felipe, já coloquei outro post sobre isso... abs...
ExcluirFelipe?
ExcluirDesculpa ai..... kkkkk Li Felipe embaixo e acabei colocando.... não se ofenda....kkkkk
ExcluirComo o próprio título responde, também acho que depende. Discordo que o setor automobilístico não seja prioridade hoje, assim como o Fernando disse e não acho que o setor de TI e de eletrônicos faça mais diferença no balanço final, pois é composto por ETNs. Penso que reduções de IPI, que são medidas de curto prazo, só postergam o pior. Falta investimento e para isso precisamos de mais poupança.
ResponderExcluirBeleza Felipe... Os incentivos poderiam vir nestes setores, justamente com o intuito de fortalecer um parque tecnológico nacional. Acho que vc ta muito neoclássico... Precisamos ter poupança antes do investimento?? kkkk cuidados com os keynesianos....
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ExcluirEditando o comentário removido: kkkkkkkk Pode parecer demasiadamente neoclássico, mas com uma poupança de 19% do PIB é complicado pensar em investimento sustentável. Não enxergo investimento interno que faça valer um desenvolvimento pujante e sim o estrangeiro que ainda é desconfiado e muito especulativo.
ExcluirParece que a rapaziada entende do assunto. Bom, não sei se estou falando besteira, mas lá vai minha opinião:
ResponderExcluirAcredito que esta redução é ruim para a economia por diversos motivos:
Primeiro, por quê historicamente estes subsídios só atrasam a adaptação do mercado a novas realidades.
Segundo, por quê o investimento público já parece ser pequeno, retirando o IPI que o governo arrecada de um dos setores mais fortes da economia, a tendência é diminuir ainda mais este investimento.
Terceiro, por quê as montadores não são burras, logo não vão dar de desconto para o consumidor o que o governo está dando para elas, então quem vai lucrar mais são as montadoras e seus donos que não residem aqui.
Quarto, por quê numa questão de infraestrutura isto não faz o menor sentido, já que favorecendo o consumo no setor de transporte individual, desfavorecemos o transporte coletivo, fazendo com que as dificuldades no trânsito aumentem e com que os preços dos combustíveis também aumentem, o que desfavorece toda a economia, desde a oferta de mão de obra, que passa a ser limitada cada vez mais pelo espaço, até as commodities, que passarão a ter um custo maior de trasporte.
É isso aí, professor. Espero que me dê um feedback, para ver se não estou falando besteira, ou se estou classicista demais já que acabei de ler Adam Smith. Mas o que me parece é isso aí, que redução de IPI é apenas uma medida preguiçosa do governo.
Um abraço!!!
É isso aí Alessandro.
ResponderExcluirMuito boa as colocações que fez.
Subsídio é fácil de fornecer, o difícil é retirá-lo.
Apesar do incentivo, o empresário não está muito a fim de correr riscos para impulsionar os investimentos.
Incentivar consumo é fácil. O difícil é sustentá-lo com uma infra estrutura precária.